sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Portugal empreendedor


Nicolas Cage usa no seu banho um sabonete português.
Oprah Winfrey incluiu no cabaz de Natal de 2007, produtos de beleza portugueses(www.oprah.com/slideshow/oprahshow/slideshow1_ss_gifts_oft_350/10).
Existe hoje uma apetência cada vez maior do mercado para produtos de luxo que nos transportem para um passado de artesãos dedicados e iguarias produzidas à mão. Oficinas imaculadas onde calmamente se produzem as loções, os unguentos e os pós de perlimpimpim que iluminam os sonhos.
Dedos sábios que aconchegam os sabonetes em papel de seda e mãos experientes que os embrulham em embalagens com motivos castos e quase pueris, alguns inalterados desde há mais de cem anos.
Produzem-se hoje em Portugal, com marca portuguesa, alguns dos sabonetes mais famosos do mundo do glamour.
Não devo errar muito se disser que competem com os famosíssimos Roger & Gallet, considerados durante décadas como os embaixadores do luxo, no que respeita a barras de sabão. A Clausporto (http://www.clausporto.com/) é a marca Prime da empresa portuguesa Ach. Brito que produz alguns dos sabonetes correntes mais famosos da nossa infância como o Musgo Real ou o Patti . A história pode ler-se no site.
Este abrir de portas ao mundo deveu-se primeiro à empresa, que nunca deixou de acreditar e empreender, mas também a um advogado de Nova Iorque e a uma distribuidora americana (http://www.lafco.com/) que já se encarregou de colocar os produtos Clausporto em todo o território americano e também no Canadá.
Por cá já há mais quem se tenha mexido e entraram (ou reentraram) no mercado mais duas marcas que prometem dar continuidade a esta apetência por um tipo de produtos portugueses que, pelos vistos, continuam, firmes, na moda: a Saboaria Portugueza (www.saboaria.com/catalog/welcome.do) e a Castelbel (http://www.castelbel.com/).
Excelentes presentes de Natal.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Strummer rules

A crise que nunca tivemos nem deixámos de ter

Ó povo que lavas no rio
O lixo das pecuárias.
Relembra
Que cospes no chão
Sebento, rachado
Cimento, calçada,
Caminho, alcatrão…

Pára!

Pensa o momento.
Nãã!
Saca da fossa,
Urina o cimento.
Caracóis no nariz
Copos de tinto
E a pose de macho
Mais dura que aço,
Estilhaça o verniz.
Bate no puto.
Marcha,
Corropio
Ai que te racho ó vadio.
Noite instalada
E a casa que falta acabar.
O reboco pinguço
Observa o cenário
Ferve estalada
A janta atrasada
Sofre a mulher
Exausta de trabalhar
Em silêncio a morrer
Sempre sempre a correr
Tropeçar,
Viver a sofrer.
Por fim o serão
Colado à televisão
Coça a barriga
Desdobra o Record,
Lê e relaxa…

Postiço como a pinta das putas,
Que nos ombrais
Das portas,
Fumam,
Dando-se ares de sofisticação.
E tudo em busca de atenção...


Poema anónimo de corrente naturalista.
Escola Ettore Scola, século XXI

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Ai Fáive


(Texto recebido por email - o autor é desconhecido, mas pode ser um aluno qualquer deste país)

"Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas. Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã? E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver??? O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e merdas de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?"

Coisas que me deixam a veia da cabeça a latejar


Desloco-me habitualmente de comboio.
Se nos abstrairmos de que os bancos (dos comboios) estão nojentos, mercê dos energúmenos para quem sentado quer dizer com as patas em cima do banco da frente e que compõem uma grossa fatia da população deste país, os comboios são hoje um muito agradável, barato (por comparação) e pouco poluente meio de transporte.
Uso passe, embora com intermitências, desde há mais de dez anos.
De um modo geral os revisores já me conhecem, mas mesmo assim, e muito bem, cumprimentam-me (é verdade sim senhor) e pedem-me que mostre o passe. Simples, claro e eficaz.
Por outro lado, todos os dias viajam no comboio indivíduos sem qualquer simbolo ou farda que os identifique como funcionários da CP ou associadas, cujo passe é um aperto de mão ao revisor.
Por princípio, acho um abuso que os funcionários da CP e associadas (familia incluída, presumo) andem de comboio de borla quando não se deslocam de e para o serviço. Trata-se de uma empresa pública, com um passivo monstruoso e como tal assiste-me o direito de não achar bem tal norma. Mas mesmo assumindo que a CP é soberana em dar borlas a quem lhe apetece, ao menos que se identifiquem os individuos. Quem é que me garante que os ex-funcionários da CP (não estou a falar de reformados) não continuam a andar de borla mesmo depois de deixarem de fazer parte dos quadros da empresa. O revisor não é obrigado a saber qual a situação profissional das pessoas com quem se cruza no comboio.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ceci n'est pas une piercing!

O feliz proprietário desta caveira é um rapazinho inglês e aquele implante no sobrolho, embora pareça, não é um piercing.
Ficou meio atordoado e ainda se locomove de muletas, mas pode gabar-se de ter levado com uma faca de cozinha na moleirinha e de ter sobrevivido.
Foi em Novembro de 2007 e aconteceu quando tentou ajudar um amigo que estava a ser assaltado numa paragem de autocarro em Londres.
O moço tem 16 anos e a faca 12 centimetros só de lamina. Não sei se o deixaram ficar com ela, mas que ficaram intímos, lá disso parece que não restam dúvidas.
Este, parece-me, evita de jogar no Euromilhões. Gastou toda a sorte a que tinha direito na vida de uma vez só!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Momento seríííííssimo

Morreu o McShade


Molero busca na existência de um anónimo rapaz o sentido da vida e tenta explicar todo o seu mistério em pequenos relatórios que entrega aos seus superiores Austin e Mister Deluxe.
E o que diz Molero?
Diz que morreu Dinis Machado...e que provavelmente caminhará com o seu amigo Dennis McShade pelas extensas planícies da eternidade em busca do que já não precisa: o sentido da vida.
Diz Molero que estamos todos mais pobres e se o diz é porque estamos.
Molero sabe das coisas.
Morreu McShade, Molero dixit, e agora é pela ultima vez!
E fumava charutos, acrescento, este homem de gosto apurado.

Momento sério

Serviço público


Programação TV Benfica
(enviado pelo meu amigo Xavier, um benfiquista com sentido de humor)

9:00 Alvorada da Águia Vitória
A emissão começa em directo da capoeira de Juan Barnabé com o grasnar da águia Vitória.
10:00 Barbas
Talk-show da manhã apresentado pelo famoso Barbas que inclui:
Tertúlia vermelha com: Jorge Máximo, Bagão Félix,
Margarida Prieto e estátua do Eusébio.
Baliza das Patacas: Concurso com Juan Barnabé e águia Vitória.
Aconselhamento jurídico: com João Vale e Azevedo.
Na cozinha com o Barbas: no programa de hoje batatas fritas com sal.
13:00 Primeiras Noticias Gloriosas
Apresentado por Fernando Chalana e Diamantino (vestido de tailleur e com peruca loira).
14:00 Benfica no Coração
Talk-show com Diamantino e Fernando Chalana em que diariamente visitam uma casa do Benfica.
17:00 Diabos Rebeldes Com Açúcar
A história das aventuras e desventuras dos jovens membros das claques.
20:00 Noticias Gloriosas da Noite
Apresentado por Diamantino e Fernando Chalana (desta vez é Chalana vestido de tailleur e com peruca loira).
20:50 Meteorologia
Apresentado por Leonor Pinhão de mini-saia.
21:00 Eu Não Sei Mais Do Que o Rui Santos
Concurso em que os conhecimentos dos concorrentes são postos à prova.
22:00 CSI Apito Dourado
23:00 Black Tie
Talk-show de variedades apresentado por Manuel Vilarinho
Inclui actuação permanente das cheerleaders do Benfica.
01:00 Ser Benfiquista
Hino cantado por Diamantino e Chalana.
Fim de emissão.
02:00 Televendas
Apresentado por Diamantino e Chalana
Especial equipamento Cor de Rosa - apenas 2,99€.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O Subprime


(Texto enviado por mail amigo. Autor, presumo que brasileiro, desconhecido)

O Ti Joaquim tem uma tasca, na Vila Carrapato, e decide que vai vender copos "fiados"aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados.
Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose do tintol e da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do Ti Joaquim, um ousado administrador formado em curso muito reconhecido, decide que o livrinho das dívidas da tasca constitui, afinal, um activo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o "fiado" dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrónimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (os tais livrinhos das dívidas do Ti Joaquim).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e a tasca do Ti Joaquim vai à falência. E toda a cadeia sifu...deu.
Viu... é muito simples...!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Hoje é dia mundial da música (acho eu)


A música é a única linguagem universal.
É transversal a toda a humanidade e ainda a um privilegiado grupo de outros animais que a ela são sensíveis.
É o mais completo dos alimentos da alma.
Sem música haveria certamente vida, mas jamais VIDA.
Bem haja o som que nos faz vibrar!
Penguin Cafe Orchestra(1973/1997) - "Perpetuum Mobile"

terça-feira, 30 de setembro de 2008

The policy of the politics

Em português, policy e politics traduzem -se pela mesma palavra (política), embora o seu significado seja completamente diferente.
Policy quer dizer conjunto de procedimentos instituídos (é política da empresa...) e politics quer dizer política no sentido mais lato da palavra.
Mesmo com o mundo a desabar em seu redor, os profissionais da política (politics) nunca se esquecem que existe uma política (policy) a seguir: ganhar a qualquer custo.
Com as eleições à porta, os políticos americanos deixaram de ver a realidade como nós a conhecemos e passaram a ver a realidade eleitoral.
Nesta altura do campeonato, ser qualquer coisa que se pareça com próximo de George W. Bush, é pior que ter lepra. Há eleições para ganhar daqui a meia dúzia de semanas e palavras como crise económica, colapso, recessão, são termos que só ficam bem colados às costas do actual presidente e da actual administração.
Os Repúblicanos querem dar a entender que nunca apreciaram o homem que puseram no poder duas vezes seguidas (sempre de forma "estranha") e os Democratas querem cavalgar a onda e passar entre os pingos de uma chuva que diz que muitas das leis que permitiram tudo isto foram aprovadas durante a administração Clinton.
Neste particular, a América não tem inocentes para mostrar. Tinha um plano ao qual alguém ousou chamar comunista e isso foi suficiente para deixar de ser plano.
Quem se ri é o Chavez, o Morales e o Lula. E desta vez têm razão.
Não que o capitalismo esteja moribundo porque o capitalismo é a essência da sobrevivência e como não foi inventado há-de reinventar-se e fortalecer-se.
O capitalismo não está moribundo, apenas ferido, mas a América está de joelhos e isso, por muito que nos possa custar dizer, não é nada bom.
Para ninguém...

Como nos bancos já não há dinheiro...

"Toxicodependente assalta PJ.
O individuo de 31 anos escalou o edifício da Direcção Central de Combate ao Banditismo e roubou computadores e uma arma de fogo, tendo sido detido em seguida. "

Expresso online

domingo, 28 de setembro de 2008

"E nunca se esqueça de usar protector solar"

"Meninas"

O Sporting levou duas secas na Luz.
É uma vergonha, fomos roubados. Jamais concordarei com o resultado porque essa deve ser a primeira condição do verdadeiro adepto (e eu nem sou dos mais fervorosos).
Para o verdadeiro adepto (torcedor em brasileiro e, se calhar, segundo o novo acordo), o clube pertence ao coração e ganha sempre bem do mesmo modo que perde sempre mal e acima de tudo, espoliado.
Ao verdadeiro adepto, deve ser sempre possível ver o jogo a preto e branco (ou verde e branco ou vermelho e branco ou azul e branco): de um lado nós, do outro o inimigo e, pelo meio, um homem de negro que personifica o Mal!
O adepto deve pôr no seu clube, e em cada jogo, toda a sanha, toda a paixão irracional que lhe brota do peito para assim ficar equilibrado com o cinzento reprimido do dia a dia.
O apito final é a catarse do adepto e o comentário mera reminiscência da paixão.
Na conferência de imprensa, Paulo Bento diz que o Benfica foi um justo vencedor, pena que tenha sido por tantos.
Na conferência de imprensa, Quique Flores diz que não foi nada justo vencedor porque na primeira parte a coisa esteve tremida.
De repente, se um extraterrestre aterrasse no estádio da Luz (para acabar de pintar aquilo, ou melhor para arrasar o trambolho), ficaria sem saber quem é o treinador de quem.
O mundo anda estranho...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O Eco da cultura


O grupo de teatro Fatias de Cá, de Tomar, vai retomar a representação da sua adaptação da obra de Umberto Eco, "O nome da Rosa".
O cenário será, mais uma vez, o Convento de Cristo, cenário esplendido!
Para quem não sabe, os Fatias de Cá têm uma forma muito interessante de representar que inclui uma grande interacção com o público, parte integrante do espectáculo e não mero espectador da peça.
No final há paparoca para todos.
Quem quiser saber mais vá a www.fatiasdeca.net

Chico & Caetano juntos e ao vivo



Uma pequeníssima amostra de um dos maiores albuns da música popular brasileira. Competiu com o disco da Elis ao vivo no festival de jazz de Montreux como banda sonora daquele que foi provavelmente o Verão mais alucinante da minha vida. No Porto, em 1988.
Conheci gente tão fascinante como um médico que me extraiu uma espinha da garganta e me mandou ir beber uma caneca de cerveja para tirar as dores -ensinamento que me ficou para a vida- ou como um bêbado, tão bêbado, que nos bateu no carro de motorizada e adormeceu em cima do capot. Até de manhã...
Sempre em parelha com o meu amigo Marco que me carregava para casa nos dias impares enquanto eu o carregava nos dias pares. O Marco zangou-se com a vida e já partiu (de mote próprio) em busca do paraíso que nunca conseguiu encontrar cá pelo planeta.
Desejo que esteja finalmente em paz.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Rometa & Julieu


A escola está cada vez mais aberta à comunidade.
Tem sido feito um grande esforço no sentido de chamar ao convívio em ambiente escolar os parentes mais próximos dos alunos, com o intuito de promover uma frutífera sinergia entre ambos: família e escola. Festas, aberturas solenes de aulas, croquetes e bussaquinas.
Nos dias de hoje esta aproximação permite, além de todas as outras vantagens, um extra de suprema importância para quem quer acompanhar as novas tendências. Uma relação bilateral que por um lado permite à escola identificar in loco a proveniência de algumas das taras que os meninos transportam consigo e por outro lado permite aos progenitores mais afoitos ficarem a conhecer quais os caminhos que terão de percorrer quando resolverem deslocar-se à escola para dar um par de lambadas a algum professor mais rígido e arreigado às chamadas regras do antigamente, vulgo educação.
Esta intimidade transporta consigo alguns riscos. O pessoal (família) tende a esquecer-se que é apenas convidado da escola, tende a esquecer-se que a escola é autónoma em praticamente todos os seus procedimentos e tende principalmente a esquecer-se que a vida em comunidade, por vezes, acarreta cedências. Manda o bom senso que quanto mais cedo os meninos tiverem acesso a essas realidades, mais facilmente se integram na sociedade. Nem o Senhor de La Palisse diria melhor!
Constou-me que corre neste momento um braço de ferro entre uma das escolas do primeiro ciclo do concelho da Mealhada e o diligente encarregado de educação de uma menina que começou agora a frequentar o primeiro ano. Parece que a menina foi colocada numa turma diferente de um colega que a acompanha, alegadamente, desde o berço e por quem nutre uma grande afeição. Ao que consta, a dilacerante separação terá ocorrido por acaso e não por qualquer outra razão de cariz mais intrincado. Mesmo assim, as duas crianças continuam na mesma escola e nada as impede de, na hora e no espaço próprios para o efeito, poderem continuar a conviver como sempre o fizeram e lhes assiste o direito. A escola não deu procedência ao pedido (pelo menos por agora, suspeito).
Mas o encarregado de educação não desarmou nos seus intentos e, alegadamente, terá apresentado em desespero e como argumento último o facto de os pirralhos serem namorados praticamente desde que nasceram.
Assume-se então que, para esta personagem de opereta (que eu não faço a mínima ideia quem seja), mais do que poderem trocar olhares lascivos e fugazes palavras apaixonadas no devassado espaço do recreio, deve ser assegurado aos nubentes o recato da sala de aula (preferencialmente em cadeiras contíguas) para fazerem florescer o que de mais lindo existe no mundo: o Amor.
É bem…mas ridículo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Greco 1967 (Grand Cru)

Redacção


Eu gosto do Outono. No Outono os dias começam a ficar mais pequenos e de manhã está frio. O Outono é a estação das colheitas. Começam a cair as primeiras chuvas e as andorinhas vão-se embora em busca de um clima mais ameno. No Outono começa a escola.
E sabem o que me trouxe o Outono? Sabem?
Tão certo como o dia seguir a noite, tão certo como a noite seguir o dia, o Outono trouxe-me, hoje mesmo, e pela última vez (diz ele, espero que minta), o meu amigo Professor Vladimir Vondrak que veio desde a República Checa com um caixote de garrafas de meio litro de Kosel debaixo do braço, a cerveja de contornos bíblicos.
Se não contasse isto, rebentava!

Ó tonno mio...


O tom do teu chegar
Raspa mansinho os sois
Poentes de vermelho vivos.
Ocres de lábios carnudos, sumarentas horas.
D'entre as árvores de lúcidos prantos,
Desfilam naturezas mortas
E pinturas em tom de Terra,
Choram bátegas de paixão…
Ondas de aves indolentes
Trepam o horizonte ao céu
Buscando no infinito a vida.
Odes e cantigas
E quietas melancolias
Fundas, secas, vãs e frias
Frutas maduras, brisas esguias…
Às despedidas ocas, muitas vazias
De fulgores e paixões adormecidas
Errantes
Fugidias e bacantes,
Eternas refugiadas
Do denso calor do Verão.
Anónimo, sec XXI

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bom fim de semana para vocês tambem


É mesmo Hanna Schygulla, a menina bonita de Fassbinder, que completa com Dame Helen Mirren, o par de actrizes mais talentoso do cinema europeu.