Há menos de uma hora no início da Rua Visconde da Luz. Sempre ajuda a suavizar estes dias de Outono com mais de 25º. São franceses, de Lille. Levaram-me tudo quanto tinha na carteira que, como é hábito, era muito pouco.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Da cultura e da falta dela

Continuo a ter prazer em ler jornais.
Em manuseá-los, em ficar com os dedos sujos de tinta.
O Jornal de Notícias traz hoje (versão impressa) dois artigos de opinião, dois opinativos de peso, duas presenças habituais e habitualmente assertivas no que opinam.
Não raro, bastante lúcidas também.
A páginas dez (parafraseando Dinis Machado) e a páginas quarenta e quatro (de novo parafraseando...) escrevem, Mário Crespo acerca de Saramago com Carreira das Neves e Manuel António Pina acerca da cegueira induzida.
Já disse tudo, portanto vão lá ler o jornal e verão que não se arrependem.
Vá... vão lá!
Vão descobrir porque é que está aqui esta carinha laroca na imagem.
domingo, 25 de outubro de 2009
José Saramago já pode ir a Boticas.
sábado, 24 de outubro de 2009
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Vento: ar que se desloca de uma zona de altas pressões para uma zona de baixas pressões.
Do vento
Sai, do vento
Vem
Do vento vem.
Longe,
Escura fria longa brisa
Fria fresca
Fria funda
Fria vem,
Do vento vem.
Da fresca ideia,
A brisa fria,
Forte vem e a chama avisa,
Mas vem também.
E o vento,
Sopra o vento
E vem vazio
O corropio
O vento frio
A lua, o mar
O céu e o vento
E a dor também.
Que fria a brisa,
E longa a espera
Do mar, da terra
O céu de alguém.
Morreu também...
P.Costa 21.10.2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Novas oportunidades
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Finalmente

Comi hoje as primeiras castanhas.
Está oficialmente aberto o Outono.
Mal posso esperar por aquele friozinho que a espaços me dá o prazer de poder estar sentado na esplanada do Santa Cruz, devidamente agasalhado e defronte de um chazinho, por vezes um charutito, enquanto cá por baixo se espraia, bucólico, o terno bulício da cidade.
Pequenos prazeres de quem tem por trabalho uma actividade sazonal.
Direito de resposta

Anónimo disse...
Se porventura estivesses na reunião da Comissão Política de Sábado facilmente retirarias aquilo que afirmas de que os membros da CP foram os primeiros a fugir.
Por vezes temos que ter conhecimento real para que possamos opinar sobre o que desconhecemos.
Um Abraço
19 de Outubro de 2009 14:29
Se porventura estivesses na reunião da Comissão Política de Sábado facilmente retirarias aquilo que afirmas de que os membros da CP foram os primeiros a fugir.
Por vezes temos que ter conhecimento real para que possamos opinar sobre o que desconhecemos.
Um Abraço
19 de Outubro de 2009 14:29
Este comentário foi feito hoje num post do passado dia 13.
Como não é muito comum os visitantes vasculharem posts antigos, ei-lo aqui devidamente destacado para que conste.
Agradeço notem que não retiro uma virgula a tudo o que publiquei acerca deste assunto. Mesmo dando-se o caso de as pessoas não terem agora coragem para assumir, nada invalida que ao tempo não tenham equacionado a saída e a negação do apoio ao projecto, até perante terceiros estupefactos.
Saravá, mermão!
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face de meu maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face de meu maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive) :
Que não seja imortal, posto que é chama
- Mas que seja infinito enquanto dure.
Que não seja imortal, posto que é chama
- Mas que seja infinito enquanto dure.
Vincius de Moraes, "poeta e diplomata, o branco mais preto do Brasil".
Faria hoje, se fosse vivo, 96 anos.
domingo, 18 de outubro de 2009
oportunidade

Aparentemente, o facto de ter perdido um vereador nas ultimas eleições está a revelar-se útil ao PSD da Mealhada.
Se já está a ser difícil arranjar dois membros da lista com disponibilidade para assumir o lugar de vereador, tarefa quase impossível seria tentar arranjar três.
No tempo dos "garotos" isto nunca aconteceu porque aquilo era uma cambada de malandros desocupados e sedentos de protagonismo que assumiam logo os cargos sem reflectir.
Felizmente esses tempos acabaram.
Agora é tudo pensado ao pormenor.
Agora é a sério!
Só para lembrar

Não fora este Verão outoniço que ainda nos cresta a existência, e o merchandising de Natal já estaria por aí ao virar da esquina.
Honra seja feita ao Lidl que não embarca em regionalismos e, como cadeia global que se orgulha de ser, já tem nas suas estantes os panetones, os gingerbreads, o bolo rei ou os dfkeivimmer (palavra alemã acabadinha de inventar e que serve para denominar todas aquelas iguarias que têm nomes inpronunciáveis para um habitante da Europa do sul) que tão gratas memórias de infância nos trazem.
Em Coimbra já anda gente a estender cabos pelas artérias mais comerciais para erigir iluminações com renas, trenós, sininhos, azevinho e outros ícones estivais. Mal posso esperar para ver se este ano vai haver pista de gelo na Baixa ou se volta a de polipropileno do ano passado.
Não tarda por aí o anúncio, sempre esperado, da localização da maior árvore de Natal do mundo - eu aposto em Gondomar, embora Oeiras tenha boas hipóteses de sucesso.
Mal comece a primeira pontinha de frio (fala-se já na próxima terça-feira), despontará do seu sono de dez meses o inefável "jingóbel" das luzinhas e das grinaldas das lojas dos chineses.
Espero não chegar tarde.
Acredito que a preparação, o festejo e a ressaca das últimas autárquicas ainda não tenham dado espaço à preparação da quadra.
Portanto, mesmo correndo o risco de desafiar o sentido de humor e o gosto de quem sabe que tem 62% dos mealhadenses do seu lado, reedito uma foto antiga de um ano e canto: lembrem-se que nós sabemos o que fizeram no Natal passado. E o Pai Natal também sabe.
Comparado com o escutínio do Pai Natal, o escrutínio eleitoral é canja.
sábado, 17 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Quo Vadis Bloco de Esquerda?
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
O homem e a aeronáutica

(Texto recebido por email)
Até os 25 anos o homem equipara-se a um Avião de Papel:
Apenas voos rápidos, de curto alcance e pouca duração.
Dos 25 aos 35 anos equipara-se a um Caça Militar:
Sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objectivo. Capaz de executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos de tempo.
Dos 35 aos 45 - Aeronave Comercial de voos internacionais:
Opera em horário regular. Destinos de alto nível. Voos longos, com raros sobressaltos. A clientela chega com grande expectativa; no fim, sai cansada, mas satisfeita.
Dos 45 aos 55 - Aeronave Comercial de voos regionais:
Mantém horários regulares. Destinos bastante conhecidos e rotineiros. Os voos nem sempre saem no horário previsto, o que implica mudanças e adaptações que irritam os clientes.
Dos 55 aos 65 - Aeronave de Carga:
Preparação intensa e muito trabalho antes da descolagem. Uma vez no ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem. A clientela é composta maioritariamente por malões e tralhas diversas.
Dos 65 aos 70 - Asa Delta:
Exige excelentes condições externas para levantar voo. Tem um trabalho enorme para descolar e, depois, evita manobras bruscas para não cair antes do tempo. Após a aterragem, desmonta e guarda o equipamento.
Dos 70 aos 80 - Planador:
Só voa eventualmente e com auxílio. Repertório de manobras extremamente limitado. Uma vez no chão, precisa de ajuda até para voltar ao hangar.
Após os 80 - Modelo à escala
Só serve para enfeitar.
Apenas voos rápidos, de curto alcance e pouca duração.
Dos 25 aos 35 anos equipara-se a um Caça Militar:
Sempre a postos, 7 dias por semana. Ataca qualquer objectivo. Capaz de executar várias missões, mesmo quando separadas por curtos intervalos de tempo.
Dos 35 aos 45 - Aeronave Comercial de voos internacionais:
Opera em horário regular. Destinos de alto nível. Voos longos, com raros sobressaltos. A clientela chega com grande expectativa; no fim, sai cansada, mas satisfeita.
Dos 45 aos 55 - Aeronave Comercial de voos regionais:
Mantém horários regulares. Destinos bastante conhecidos e rotineiros. Os voos nem sempre saem no horário previsto, o que implica mudanças e adaptações que irritam os clientes.
Dos 55 aos 65 - Aeronave de Carga:
Preparação intensa e muito trabalho antes da descolagem. Uma vez no ar, manobra lentamente e proporciona menor conforto durante a viagem. A clientela é composta maioritariamente por malões e tralhas diversas.
Dos 65 aos 70 - Asa Delta:
Exige excelentes condições externas para levantar voo. Tem um trabalho enorme para descolar e, depois, evita manobras bruscas para não cair antes do tempo. Após a aterragem, desmonta e guarda o equipamento.
Dos 70 aos 80 - Planador:
Só voa eventualmente e com auxílio. Repertório de manobras extremamente limitado. Uma vez no chão, precisa de ajuda até para voltar ao hangar.
Após os 80 - Modelo à escala
Só serve para enfeitar.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Pela portita dos fundos
Sai César Borges Carvalheira, sem honra nem glória... Tudo o que poderia ter corrido mal, correu.
Até depois de terminada a campanha eleitoral se sentiu o desnorte: a lista de delegados do PSD às mesas de voto foi elaborada sem o conhecimento das pessoas que faziam parte dessa mesma lista, que obviamente não compareceram para vergonha própria e do partido.
Fosse outro o candidato a obter este vergonhoso descalabro eleitoral e teríamos hoje o sino do PSD a tocar a rebate, exigindo a marcação de um plenário e a cabeça cabisbaixa dos vencidos numa bandeja de inox.
Não houve surpresas até agora (talvez alguns não esperassem números tão pesados). Seria bom para o PSD que estas, as surpresas, não aparecessem agora e que, consequente com o que sempre exigiu aos outros, o líder derrotado desaparecesse para parte incerta pelo menos nos próximos 150 anos.
O povo é soberano, fino.
Finíssimo!
Post Scriptum - Para memória futura informo que cumpri a militância enquanto fui militante. Deixei de o ser para ter liberdade de voto, a partir do dia 30 de Julho de 2009.
Pela porta grande

O Partido Socialista obteve ontem uma vitória esmagadora no Concelho da Mealhada.
A equipa de Carlos Cabral (e de Rui Marqueiro, porque nestas alturas o PS esquece sempre as guerras internas) cumpriu a maioria dos objectivos a que se propôs:
-Ganhou a Câmara
-Ganhou a Assembleia Municipal
-Reforçou a maioria absoluta
-Aumentou o número de vereadores
-Ganhou a Junta de Freguesia de Ventosa
-Teve ainda o bónus de, numa reviravolta impressionante, ganhar para a Câmara na Freguesia da Mealhada, o que dá a Filomena Pinheiro um conforto que anteriormente lhe foi duas vezes negado pelo eleitorado.
Por cumprir ficou apenas (e muito bem) a obtenção do pleno das Juntas de Freguesia, objectivo contrariado na eleição da JF da Mealhada apesar de um grande aumento do número de votos do PS e de uma quebra na votação social democrata. Quebra que não alterou o número de mandatos atribuído.
Na JF da Mealhada, José Felgueiras conseguiu ontem uma grande vitória pessoal:
Pessoal, porque conseguida com parcos meios contra uma campanha impressionante e muito bem conduzida do Partido Socialista que apostou tudo quanto tinha e quanto não tinha na eleição de Júlio Nunes.
Pessoal, porque foi pessoalmente afrontado pelo líder da concelhia laranja.
Pessoal, porque foi diariamente confrontado com a sensação de que a dínamica da campanha do PSD concelhio poderia arrastá-lo para uma derrota.
Pessoal, porque demonstrou uma energia incomum.
Esperemos pois que a equipa que o acompanha esteja à altura do líder e dos desafios que se avizinham neste seu último mandato.
domingo, 11 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
água dchi bébê...

Segundo um estudo efectuado por uma organização ambiental brasileira, o simples facto de fazermos o xixi matinal durante o duche em vez de utilizar a sanita, permite uma poupança de 4,830 litros de água por ano e por pessoa.
Esta ideia parece-me mais sensata que aquela que foi difundida no programa de Oprah Winfrey, que propunha a seguinte bizarria: descarregar o autoclismo só ao fim de vários xixis.
A quem tem o hábito de tomar banhos de imersão, aplica-se o mesmo princípio ambiental mas não existem estudos que suportem esta teoria do ponto de vista da higiene pessoal - deixa-se ao critério de cada um!
Coisa mailinda!
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