domingo, 29 de agosto de 2010

da lógica e da Batata


Partindo do princípio de que a água não é um alimento e de que o consumo do leite não é tão consensual como pode parecer (somos o único mamífero que bebe leite pela vida fora - ainda por cima leite de outra espécie), partindo desse princípio posso afiançar que o chocolate deverá ser o alimento mais consensual do mundo. Talves emparelhando com o pão. Isso não sei.
Mas sei que logo abaixo, dois, três níveis abaixo, estão as batatas fritas.
Desconfio de quem não gosta de batatas fritas. Tenho sincera pena de quem não as pode comer. Abomino quem as despreza.
Existem dezenas de espécies de batatas, bastante menos do que as que existiam há apenas 50 anos, tudo em nome da cultura intensiva, o que facilita a escolha de uma boa batata para fritar.
Podemos fritar batatas cortadas das mais variadas formas e tamanhos: desde o finíssimo "cabelo de anjo" à robusta e suculenta "ponte nova", desde a rendilhada "gauffre" à inchada "souflé".
Existem até fritos mais elaborados como as "rissollées" ou os fartos de batata que tomam o nome "dauphinoises".
A batata é um tubérculo fantástico que só a fome obrigou a comer deste lado do Atlântico. Foi desprezada durante anos, recebendo a sempre simpática alcunha de "maçã do diabo". Entre as primeiras trazidas por Colombo e a sua democratização, passaram-se longos anos.
Coube a Auguste Parmentier o pesado fardo de convencer o povo de que era melhor comer batatas que morrer à fome. Com assinalável sucesso, sublinhe-se. 
A mais famosa das batatas fritas é a "chip". Finíssima lâmina de batata, lavada e seca antes da fritura em óleo bem quente, resulta, com uma pitadinha de sal, num manjar crocante e extremamente saborosa. Há quem afiance que deve ser frita com casca para melhorar o sabor. Concordo.
Deve-se a um acaso (feliz), o aparecimento da batata chip.
Reza a lenda que um cliente de um afamado restaurante francês se queixava recorrentemente da espessura dos palitos de batata que lhe eram servidos.
Um dia, e após algumas queixas, o cozinheiro resolveu dar uma lição ao cliente desagradado apresentando-lhe um prato de batatas fritas cortadas tão finas quanto a faca lho permitiu. Foi um sucesso. E perdura.
A industria rápidamente investiu nesse novo produto e não tardaram exemplares industriais de batata frita chip, devidamente embalada, crocante e salgada. Cada vez mais salgada.
Só já em pleno seculo XXI começaram a aparecer as primeiras preocupações visíveis com o nível de sal das chamadas batatas fritas de pacote.
"Hatherwood" é a marca de produtos ingleses do Lidl. Já provei praticamente tudo: desde uns belíssimos "baked beans", a uns sumptuosos pedaços de "fudge" enriquecidos com chocolate, tudo se encontra. "Shortcakes" de altíssimo gabarito e até compotas muitíssimo competentes- "marmalades" e doces de frutos silvestres.
Penso que por esta altura não preciso de o escrever, mas sou fã.
Nunca tinha dado grande importância ao vinagre de malte nem às batatas fritas, mas decidi experimentar. Ainda não o vinagre e apenas um dos tipos de batata chips: "Lightly salted". Há outras, com sal e pimenta preta, com sal e vinagre...
Estas "Lightly salted" são, de longe, as melhores batatas chips industriais que tive o privilégio de provar. São extremamente saborosas, pouquíssimo salgadas, crocantes, e com uma textura semelhante às caseiras.
Fascinei.
Pelos vistos há outros: na net encontrei testes comparativos (aparentemente independentes) onde esta marca arrasa a concorrência. Concorrência de peso, alguma.

1 comentário:

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