segunda-feira, 13 de outubro de 2008

post-morTen aestetics

Do caos nasceu a luz e numa aurora de tempos difíceis moldou-se uma geração de iconoclastas. A ordem foi desafiada e tracejada em fiapos de novas esperanças e novos caminhos e novas vivências e novas estruturas. De novas estéticas se fez a nova ordem e da nova ordem veio o novo fio condutor. E de novos escritos nasceu o futuro e um amanhã risonho e novos meninos a brincar em paz à beira do caminho. E do tudo se fez nada e do nada se fez muito e muito se teceu em tramas de lúdicas e lúcidas alter realidades. Ter a vida um só segundo e num segundo a vida toda e ousar saber ser feliz. E das luminosas cores do arco iris se desprendeu um passado negro e se abriu o novo dia. E da felicidade encontrada jorraram novas verdades e novas realidades. E do mundo se fez mundo. E caminhando lado a lado com todos os povos da terra em direcção ao infinito sem medo do desconhecido. E tudo se tentou. E tudo se provou. E do que se provou nasceu o caos e do caos de novo a luz e da luz a eternidade. Sempre a eternidade: a busca incessante do futuro e da verdadeira razão de ser da vida. E uma filosofia nasceu do eterno continuum da eterna e constante revolução do ser. E do ser se fizeram réplicas e das cópias se fizeram vidas e das vidas se fizeram rostos e dos rostos novos sonhos. E de quem ousou sonhar se fez o mundo. Um novo mundo ao pé da porta.
Só que o mundo sempre precisou de quem tomasse conta dele. E ninguem se lembrou disso...

2 comentários:

  1. Belo texto, Pedro.
    Só tem um pequeno defeito: é filosofia a mais cá para o burgo. Esta gentinha prefere regurgitar umas lérias depois de engolir chouriços assados e broa, tudo bem regado com o dito cujo bairradino, de preferência numa antiga adega , onde a penumbra mal se distinga das teias de aranha...

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