quinta-feira, 25 de junho de 2009

momento Aurélio da Paz dos Reis


video
"O novo corpo clínico apresenta-se"
(adaptado livremente a partir da versão L. Teixeira)
Filmado em Panavision

3 comentários:

  1. Não há melhor comparação! Muito Bem!
    Quem se meter na Misericórdia da Mealhada, desembarca num lamaçal onde dificilmente se moverá, e de onde dificilmente sairá!

    Será possivel que ninguem tire de lá o Problema? - o Peres e a sua seita?

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  2. O Peres a continuar na Misericórdia, faz lembra aquele soldado a marchar com mais 10.000, os outros íam todos a marchar mal-só ele é que levava o passo certo...

    Preparem-se para votar no César para a Câmara, para que o Peres também mande ali!!!!!!! (como fez com Marqueiro e com Cabral-enquanto teve um familiar no Lar na Misericórdia...)

    Pobre Mealhada!

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  3. O primeiro Hospital da Mealhada de que não sobrou uma única pedra, nasceu há cerca de 100 anos, numa época em que não havia Serviço Nacional de Saúde, nem Penicilina. A Medicina, mesmo para os poucos que a podiam pagar, pouco pouco mais era do que papas de linhaça, sangrias e sanguessugas. De forma que o inicial Hospital era como que um Centro de Caridade, onde, com os parcos meios existentes, os doentes poderiam minorar um pouco a sua má sorte e, os mais azarentos, morrer em paz.
    O actual Hospital da Mealhada, inserido num contexto completamente diferente, nasceu com a mania das grandezas.
    Num país que tem um Serviço Nacional de Saúde com uma excelente rede de Hospitais e Centros de Saúde estatais, a que todos têm acesso e onde, teóricamente, todos têm o direito a ser tratados de modo tendencialmente gratuito e de acordo com as mais modernas e eficazes práticas, é, no mínimo questionavel a criação de um Hospital privado, como o Hospital da Misericordia da Mealhada, num pequeno concelho, como o da Mealhada.
    Neste contexto, um Hospital privado, a 15 Km dos HUC, do CHC, do Pediátrico, das duas Maternidades, do IPO, e ainda por cima mesmo ao lado do Centro de Saúde da Mealhada, serve para quê? Será rentavel? Será que alguém tentou já responder a esta pergunta?
    E para quê um Hospital tão grande?
    Justifica-se a intenção de fazer dele um Hospital de ponta, onde se praticariam cirurgias que por prudência só deveriam ser executados em Hospitais Centrais?
    Não teria sido mais avisado ter construído um Hospital mais pequeno, que teria uma função meramente suplectiva do Serviço Nacional de Saúde, funcionando com profissionais de saúde competentes, mas com os pés bem assentes na terra, bem cientes daquilo que se pode e deve fazer num pequeno Hospital? Não faltaria, mesmo assim, o que fazer no Hospital da Mealhada.
    Mas como nunca esta reflexão foi feita pelos Mealhadenses, nem por ninguém, veio ao de cimo a velha mania das grandezas. Vai daí, tanto a concepção, como a construção, como os primeiros tempos de funcionamento do hospital, decorreram, atabalhoadamente, sob a pecha da mania das grandezas.
    Todos tiveram mais olhos do que barriga.
    É chegada a altura de parar para pensar.
    Um Hospital não pode ser um Centro de Emprego discricionário. Não pode ser administrado a martelo. Mas o Director Clínico de um hospital também não pode dar uma conferência de imprensa às 22 horas declarando que se vai demitir e deixar de exercer todas as suas actividades clínicas à meia noite desse dia, arrastando consigo cerca de 80% do corpo clínico do hospital. Sem uma palavra, sequer, em relação aos doentes. Falou muito acerca do seu umbigo, da sua importância, da sua competência, da sua capacidade científica e de trabalho. Também falou das falhas da gestão e da manutenção do hospital, das falhas na contabilidade e das dificuldades financeiras. Sobre os doentes, nada disse.
    Os doentes são a verdadeira razão de ser de um Hospital. São as personagens mais importantes. Não são os administradores, nem os gestores, nem os médicos. Curiosa e estranhamente, ninguém, até agora, falou nos doentes. Nem na imprensa. Nem nos Blogs. Tem-se falado muito do Administrador, dos gestores, do ex-Director Clínico, dos médicos. Dos doentes, nada, nickles, zero. Curioso. E estranho. Por que será?

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