segunda-feira, 25 de outubro de 2010

da (como hei-de dizer isto sem ser mal-educado) impreparação.


O assunto "call-centers" daria conversa para horas. Arrisco até que haverá algures um ou mais blogues ou foruns ou grupos de facebook que se dediquem em doentia exclusividade ao tema.
Eu não.
Viveria facilmente, comodamente, placidamente até, se tal "carrapto" da nossa modernidade, simplesmente não existisse.
Anteontem recebi um mail de um amigo que contava uma piada acerca da coisa:
Um infeliz liga para uma linha de apoio à depressão. O call-center, coisa já comum em alguns serviços, está deslocalizado. Este funciona no Paquistão. Quando o deprimido diz que tenciona suicidar-se, do outro lado perguntam-lhe: "Tem carta de pesados?"
Hoje fiquei sem Zon: sem TV, telefone e internet. Liguei para a linha de apoio e descobri que não existe possibilidade de simplesmente se ficar sem cabo. Segundo a gravação, teria que marcar o um se não tivesse televisão, o dois se não tivesse telefone e o três se não tivess internet.
Mais nada.
Aparentemente terei sido eu o primeiro freguês a ficar sem tudo ao mesmo tempo.
Após vários atalhos, consegui chegar à fala com a menina do "call-center".

Pergunta de algibeira:

Se estes prestadores de serviços nos perseguem exaustivamente com pedidos para aderirmos à factura online e ao pagamento por débito directo, se nos massacram o juízo com mais de metade de cada mail a dizer quantas arvores salvamos pelo simples facto de não imprimirmos os nossos emails, por que carga de água é que começam sempre o atendimento do mesmo modo: número de cliente / onde é que isso está / na sua factura / menina, eu tenho facturação online / e... / e como estou sem internet, não tenho como ir ver o número de cliente à factura / e não imprimiu nenhuma / o que é que acha / o seu numero de contribuinte, por favor.

Pelo amor da santa...

3 comentários:

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  2. O Bispo de Beja na crónica de opinião assinada na Rádio Pax admitiu que “ o prestígio das Misericórdias fez com que por vezes alguns se servissem delas para usufruírem desse prestígio, ao contrário do que nos prescreve o Evangelho.


    Segundo o decreto, a Igreja passa a supervisionar a gestão do património, mesmo o que resulta de doações dos utentes.

    “ o prestígio das Misericórdias fez com que por vezes alguns se servissem delas para usufruírem desse prestígio, ao contrário do que nos prescreve o Evangelho (...). D. António Vitalino Dantas deixou no ar algumas interrogações: “quem corrige quando há desvios? Quem é responsável quando alguma instituição se afasta das suas finalidades?”


    “os órgãos são, por vezes, constituídos por pessoas incorporadas por compadrio e não segundo o espírito associativo próprio; neste caso o compromisso evangélico das obras de misericórdia”.
    “Quando os membros não se entendem, se fecham as admissões de irmãos, se fazem assembleias sem participação de irmãos e se tomam decisões ruinosas, quem tem a tutela para intervir? Quem as defende da ambição do poder político, como tem acontecido ao longo dos séculos? Quem aprova as actualizações e alterações do compromisso e dos Estatutos?”

    Ao ler este artigo lembrei-me da nossa Misericórdia da Mealhada, e da recente entrevista do Sr Provedor, Exmo Sr João Peres. Há aqui semelhantes, ou as dúvidas do Sr Bispo são por causa do que se passa aqui?????? È meramente semelhanças....

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  3. Tu és chato, pá!
    Porque é que não pedes uma audiência ao provedor e não o confrontas com as tuas angústias.
    Se nunca frequentaste as casas de banho do parque de campismo da Quarteira, presumo que não conheces esta:
    "Estes grandes fo**lhões, que de tesão se consomem, não conseguem fo**r mais nada e fo**m a porta oa homem."
    Trocas a palavra porta pela palavra blogue e ficas elucidado acerca do assunto.

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