
O escritor dirigiu-se àquele que lhe pareceu ser o responsável da equipa e, num gesto que na altura pensou ser de cidadania, informou-o de que mais ou menos por aqueles lados, estavam enterrados cabos da companhia da electricidade.
Perante o expectável olhar de desdém com que foi presenteado, não se desmanchou e teve que provar que o que dizia era verdade: simplesmente tinha assistido da sua varanda ao "enterranço" dos cabos por parte da EDP.
Sossegaram-no, falaram-lhe de planeamento e competência técnica, mandaram-no em paz e abriram o buraco.
O bairro esteve sem electricidade durante quase dois dias!
Isto passou-se em Lisboa.
Aparentemente, faz parte do bulício da vida citadina esta indiferença dos "técnicos" em relação à opinião dos "experientes".
Nas cidades, os avisos e opiniões da populaça devem ser dirigidos por escrito ao gabinete competente que deliberará a seu (deles) tempo sobre a oportunidade do comentário; jamais oralmente aos "técnicos" no terreno.
Mais ainda porque nas cidades a maior parte das pessoas que andam a abrir buracos na via pública não fala a mesma língua dos indígenas.
E ainda dizem que não se vê grande diferença entre a Mealhada vila e a Mealhada cidade.
Vão falar com as gentes do Pego que notam logo a diferença.
Post Scriptum: não ficaria bem com a minha consciência se não desse aqui os parabéns ao presidente da Junta da Freguesia da Vacariça pela auto-estrada que abriu no caminho da Ribeira no Travasso. Parabéns sinceros porque uma vez ia lá atropelando o Quim Raio quando se estatelou em frente do meu carro devido (tenho quase a certeza) às inconstâncias do pavimento enquanto serpenteava no escuro em busca do melhor trajecto que o levasse a casa.
O mal do Quim Raio era beber muita água.
ResponderEliminarEssa foto foi tirada do farol da coltura (Pampilhosa) do concelho?
ResponderEliminarDe lá de cima vê-se a cidade do Pego.
Não foi na cidade do PEgo que o Cabral esteve em massa com o seu staff a assinar um contrato de tostões?
ResponderEliminarAfinal até essas "grandes obras" dão buraco.
O Carlinhos Cabral deve estar a pensar que nunca lá mais volta. Depois de vinte anos sem lá investir um euro e sem nunca ter lá problemas para que lá fomos fazer obras.
ResponderEliminarEstava tão bem quieto...
No próximo boletim municipal é melhor não falar no Pego. Ficam mais caras as alterações no lavadouro do que a obra.
ResponderEliminarSim, provavelmente por isso e
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