
A escola está cada vez mais aberta à comunidade.
Tem sido feito um grande esforço no sentido de chamar ao convívio em ambiente escolar os parentes mais próximos dos alunos, com o intuito de promover uma frutífera sinergia entre ambos: família e escola. Festas, aberturas solenes de aulas, croquetes e bussaquinas.
Nos dias de hoje esta aproximação permite, além de todas as outras vantagens, um extra de suprema importância para quem quer acompanhar as novas tendências. Uma relação bilateral que por um lado permite à escola identificar in loco a proveniência de algumas das taras que os meninos transportam consigo e por outro lado permite aos progenitores mais afoitos ficarem a conhecer quais os caminhos que terão de percorrer quando resolverem deslocar-se à escola para dar um par de lambadas a algum professor mais rígido e arreigado às chamadas regras do antigamente, vulgo educação.
Esta intimidade transporta consigo alguns riscos. O pessoal (família) tende a esquecer-se que é apenas convidado da escola, tende a esquecer-se que a escola é autónoma em praticamente todos os seus procedimentos e tende principalmente a esquecer-se que a vida em comunidade, por vezes, acarreta cedências. Manda o bom senso que quanto mais cedo os meninos tiverem acesso a essas realidades, mais facilmente se integram na sociedade. Nem o Senhor de La Palisse diria melhor!
Constou-me que corre neste momento um braço de ferro entre uma das escolas do primeiro ciclo do concelho da Mealhada e o diligente encarregado de educação de uma menina que começou agora a frequentar o primeiro ano. Parece que a menina foi colocada numa turma diferente de um colega que a acompanha, alegadamente, desde o berço e por quem nutre uma grande afeição. Ao que consta, a dilacerante separação terá ocorrido por acaso e não por qualquer outra razão de cariz mais intrincado. Mesmo assim, as duas crianças continuam na mesma escola e nada as impede de, na hora e no espaço próprios para o efeito, poderem continuar a conviver como sempre o fizeram e lhes assiste o direito. A escola não deu procedência ao pedido (pelo menos por agora, suspeito).
Mas o encarregado de educação não desarmou nos seus intentos e, alegadamente, terá apresentado em desespero e como argumento último o facto de os pirralhos serem namorados praticamente desde que nasceram.
Assume-se então que, para esta personagem de opereta (que eu não faço a mínima ideia quem seja), mais do que poderem trocar olhares lascivos e fugazes palavras apaixonadas no devassado espaço do recreio, deve ser assegurado aos nubentes o recato da sala de aula (preferencialmente em cadeiras contíguas) para fazerem florescer o que de mais lindo existe no mundo: o Amor.
É bem…mas ridículo.
Tem sido feito um grande esforço no sentido de chamar ao convívio em ambiente escolar os parentes mais próximos dos alunos, com o intuito de promover uma frutífera sinergia entre ambos: família e escola. Festas, aberturas solenes de aulas, croquetes e bussaquinas.
Nos dias de hoje esta aproximação permite, além de todas as outras vantagens, um extra de suprema importância para quem quer acompanhar as novas tendências. Uma relação bilateral que por um lado permite à escola identificar in loco a proveniência de algumas das taras que os meninos transportam consigo e por outro lado permite aos progenitores mais afoitos ficarem a conhecer quais os caminhos que terão de percorrer quando resolverem deslocar-se à escola para dar um par de lambadas a algum professor mais rígido e arreigado às chamadas regras do antigamente, vulgo educação.
Esta intimidade transporta consigo alguns riscos. O pessoal (família) tende a esquecer-se que é apenas convidado da escola, tende a esquecer-se que a escola é autónoma em praticamente todos os seus procedimentos e tende principalmente a esquecer-se que a vida em comunidade, por vezes, acarreta cedências. Manda o bom senso que quanto mais cedo os meninos tiverem acesso a essas realidades, mais facilmente se integram na sociedade. Nem o Senhor de La Palisse diria melhor!
Constou-me que corre neste momento um braço de ferro entre uma das escolas do primeiro ciclo do concelho da Mealhada e o diligente encarregado de educação de uma menina que começou agora a frequentar o primeiro ano. Parece que a menina foi colocada numa turma diferente de um colega que a acompanha, alegadamente, desde o berço e por quem nutre uma grande afeição. Ao que consta, a dilacerante separação terá ocorrido por acaso e não por qualquer outra razão de cariz mais intrincado. Mesmo assim, as duas crianças continuam na mesma escola e nada as impede de, na hora e no espaço próprios para o efeito, poderem continuar a conviver como sempre o fizeram e lhes assiste o direito. A escola não deu procedência ao pedido (pelo menos por agora, suspeito).
Mas o encarregado de educação não desarmou nos seus intentos e, alegadamente, terá apresentado em desespero e como argumento último o facto de os pirralhos serem namorados praticamente desde que nasceram.
Assume-se então que, para esta personagem de opereta (que eu não faço a mínima ideia quem seja), mais do que poderem trocar olhares lascivos e fugazes palavras apaixonadas no devassado espaço do recreio, deve ser assegurado aos nubentes o recato da sala de aula (preferencialmente em cadeiras contíguas) para fazerem florescer o que de mais lindo existe no mundo: o Amor.
É bem…mas ridículo.
100% de acordo.
ResponderEliminarGostei sobretudo desta tirada:
"permite aos progenitores mais afoitos ficarem a conhecer quais os caminhos que terão de percorrer quando resolverem deslocar-se à escola para dar um par de lambadas a algum professor mais rígido e arreigado às chamadas regras do antigamente, vulgo educação".
Sem mais!
É mesmo assim - que retrato mais fiel da sociedade portuguesa do séc XXI (onde continua a pontificar uma espécie de homúnculos a quem um certo entendimento de liberdade explodiu na sua cabeça, que julga tudo lhes ser permitido, que julga só terem direitos, que não faz ideia nem quer saber mínimamente do que é isso de ter deveres de cidadania)!!
Este chá anda muito cor de rosa...
ResponderEliminarE a porrada onde anda?
Porrada?
ResponderEliminarPara quê?
Descer ao nível asqueroso dos outros Blogs do concelho?
Embora não seja cor de rosa, está muito bem assim, este Blog. Também é preciso respirar algum ar puro!
E tinto?
ResponderEliminarEu tb quero um Magalhães...
ResponderEliminarJá votas anónimo?
ResponderEliminarAinda não. Mas os meus pais disseram-me que se me dessem um Magalhães votavam no Sócrates.
ResponderEliminarFica descansado meu querido. Deixa a morada que amanhã informo os serviços para o enviarem.
ResponderEliminarO Burriqueiro
ResponderEliminarAvenida dos castanheiros, Lote 5, 3º Dto.
3050-987 Luso
O Engº Sócrates depois gostaria de confirmar esses votos por escrito. Ok?
ResponderEliminarOk. Vou já pedir aos meus pais para fazerem o juramento e enviarem.
ResponderEliminarMeu filho não é necessário fazerem nada. Contra entrega do Magalhães assinam.
ResponderEliminarEste Goberno é maravilhoso. Sócrates amigo o povo está contigo.
ResponderEliminarGrandola vila moreeena.Épá o meu hips, filho vai receber á borla um Magalhães. Hips, quanto é que isso valerá?
ResponderEliminarTroco por dois garrafões de tintol.
ahahahahahah gostei.
ResponderEliminarAqui está a demonstração de que os bons modos são contagiantes e se propagam de pessoa para pessoa, quando os ares são saudáveis. Assim como a grosseria, quando os ares são miasmáticos. Comparem-se os comentários deste Blog com os dos outros Blogs do concelho, e esta evidência torna-se clara.
ResponderEliminar...os bons modos, o nível, enfim, a boa educação!
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