quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A grandeza do inevitável

O Parque Nacional Yellowstone, nos Estados Unidos, está situado sobre um lago de lava com sessenta quilómetros de comprimento por quarenta quilómetros de largura, o que faz dele um dos maiores vulcões do mundo. Está teoricamente adormecido, mas bufa diariamente milhões de metros cúbicos de vapor e de água quente em centenas de geisers imponentes.
Segundo os cientistas, se entrasse em erupção cobriria toda a atmosfera terrestre com um manto de poeira suficientemente densa e perene para criar um Inverno Nuclear de vários anos. Os
suficientes para simplesmente extinguir, se não todas, pelo menos a grande maioria das formas de vida da face da Terra.
Tudo indica que, ao longo da sua já provecta idade, terá entrado em erupção de forma mais ou menos ritmada, de sessenta em sessenta milhões de anos.
Pelos cálculos existentes, a próxima erupção já deveria ter acontecido há cinquenta mil anos, que é o mesmo que dizer que a vida na Terra já deve pelo menos cinquenta mil anos à cova.
Não sei se é da idade, mas cada vez admiro mais estas pequenas grandezas do mundo que nos rodeia e que não dependem de nós absolutamente para nada.

5 comentários:

  1. Se calhar é mesmo isso que nos faz acordar com um sorriso e a querer sofregamente viver. É que amanhã podemos ser um nada.

    Ave Caesar

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  2. Ok...

    A economia mundial não está famosa! Os "donos e senhores" da AIG da Lehman Brothes e certamente de outras de que AINDA não ouvimos falar deixavam de ter problemas... qualquer problema ao que parece!

    Além disso há uns quantos islâmicos fanáticos a quem um vulcão dava jeito (a eles e ao resto do Mundo!): eles poupavam o dinheiroq ue gastam em explosivos e nós deixávamos de ter de nos preocupar com os terroristas !

    Tenho as certeza que em 2 ou 3 dias de teljornais descobria mais uma dúzia de "eventos" para os quais um vulcãozinho seria solução...

    Mas o fim não pode ser já!!!
    O Mundo (a começar por Portugal) tem sítios fabulosos onde ainda não fui! Tenho imensos planos que ainda não consegui cumprir! Dúzias de livros que ainda não li! Milhares de coisas que ainda não disse!

    Para a maior parte de nós a vida nunca é tão má quanto nos parece em "dias de chuva". E o Mundo é efectivamente "grande", a natureza indomável e Terra gira sem que o possamos ou queiramos impedir... Mas é exactamente por tudo isso que o fim não pode ser já!

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  3. São as centenas de geisers que vão aliviando a pressão da Terra. E adiando a catastrofe. Uma pequena correcção: não é inteiramente verdade que não dependam de nós absolutamente para nada. Nós (o homem, que parece ser o único ser vivo à face da terra que a polui)chateamos muito a Natureza. Esta felizmente tem uma paciência QUASE infinita. O pior é não é, de facto, infinita. Deus queira que ainda seja possível que a Filipa faça tudo o que ainda quer fazer. Mas que haverá muitos Filipes e Filipas que serão um dia apanhados de surpresa pelo fim do mundo, isso é inevitável

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  4. Foi essa espécie de angústia/solidão/fragilidade/humildade de ser-se humano que senti quando, há já alguns anos, frequentei um curso de astronomia e me deparei com a nossa insignificância. Como escrevia Vergílio Ferreira,num dos seus "conta-corrente", somos um saco de tripas, fragéis, mas, contudo, capazes de nos transcender e criar, no amor e na Arte. Aliás, acrescento eu, estes existem porque o somos. Isto para lhe dizer que não está a ficar velho, mas mais humano.

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