segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ó tonno mio...


O tom do teu chegar
Raspa mansinho os sois
Poentes de vermelho vivos.
Ocres de lábios carnudos, sumarentas horas.
D'entre as árvores de lúcidos prantos,
Desfilam naturezas mortas
E pinturas em tom de Terra,
Choram bátegas de paixão…
Ondas de aves indolentes
Trepam o horizonte ao céu
Buscando no infinito a vida.
Odes e cantigas
E quietas melancolias
Fundas, secas, vãs e frias
Frutas maduras, brisas esguias…
Às despedidas ocas, muitas vazias
De fulgores e paixões adormecidas
Errantes
Fugidias e bacantes,
Eternas refugiadas
Do denso calor do Verão.
Anónimo, sec XXI

8 comentários:

  1. tonno não é atum em italiano?

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  2. Um poema anónimo no/do século XXI...hummm...A poesia não se explica, de qualquer modo,os meus parabéns pelo paralelismo entre o poema e a romã, a fruta por excelência do Outono com a carga simbólica que sabemos.

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  3. Obviamente atum, caro anónimo. Surrealismo, já ouviu falar?
    Não tem nada a ver!
    Soava bem e ficou, mas sempre tem a sua graça.
    LOL

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  4. Ó lua, nós não sabemos de carga simbólica nenhuma.
    Olhe que a minha mulher também anda por aqui!

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  5. Que comentário mais rasteirinho... "sabemos"=nós, os seus leitores... Há carga simbólica árabe, cristã, pagã, no surrealismo do Dalí, etc.. Pensei que fosse do conhecimento geral e tivesse sido a sua intenção ao colocar a imagem...Equívoco meu.

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  6. jocos o seu comentário, acredito, tal como o meu.
    Sem rasteirinhices.

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