
A fama saltita de ente em ente e mantem-se em cada ente o tempo que durar a atenção do público.
Numa lógica puramente teórica e remotamente infalível, todos podemos ser famosos, mesmo que por um instante, desde que consigamos atrair atenções.
Andy Warhol vulgarizou o conceito com a ideia de criar uma banalidade: a fama ao alcance de todos.
A modernidade democratizou o objecto, popularizou a ideia vã e esculpiu o consumo abrindo-lhe espaços outrora guardados para elites e vedados aos olhos ávidos do comum.
Se fosse vivo, Andy Warhol festejaria hoje 80 anos.
Um visionário que não pestanejaria sequer, se nos visitasse, ao descobrir que o mundo, o mundo que é hoje uma aldeia, nos passeia por entre os dedos.
A arte mereceu alguém assim e todos ganhámos com isso.
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