terça-feira, 16 de abril de 2024

da inSofisticação

(depois de roçar a erva do quintal, o escriba refresca-se num Jacuzzi de arte)


"Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,
E que para de onde veio volta depois
Quase à noitinha pela mesma estrada.

Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas
A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco
Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas
E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco."

Alberto Caeiro

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